Não... pra falar a verdade eu só sei que ela existe... haha... mas se vc quiser me contar o que tem lá, eu ficaria (sei lá) agradecida (?) , melhor informada (? hahah)
juro que eu nao sei nada .... o que existe em Goias?? me conta!! hahahahah conhecimentosgeográficos### haha
terça-feira, 27 de julho de 2010
Conhece Goiania?
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Que coragem meu! 1 ano fazendo intercâmbio. Admiro sua coragem. Mas o que levou essa sua vontade? e seus pais como reagiram com a sua escolha quando você os pediu ?
curiosidade pelo novo e desconhecido. Vontade de expandir horizontes. A minha forma de pensar já mudou muito desde quando eu cheguei aqui...
Meus pais sempre levaram as escolhas eu que fiz numa boa... e eles sabem que tudo o que eu estou passando aqui vai me ajudar futuramente e tal....
mas tudo passa tao rápido tambem... foram 6 meses já
janeiro eu estou chegando hihi
quinta-feira, 15 de julho de 2010
6 meses + aniversário 17 anos
Noto que estou já há algum tempo tentando interpretar os meus sentimentos e pensamentos. Traduzir algo tão volátil e abstrato pode ser infinitas vezes mais complicado do que qualquer outra língua estrangeira.
Penso tanto, e nesse meta-pensamento, procuro escutar todas as vozes que vivem dentro de mim. São tantas contradições que, em alguns momentos, tudo parece ter a mesma intensidade. É Apolo e Dionísio: razão e lógica contra sentimento e emoção.
Nada mais normal do que uma mudança tão radical trazer um modo diferente de reflexão.
Meu lado apolíneo sempre me fez prática, extremamente segura de mim em algumas vezes até prepotente. Sempre foi também a voz mais forte na minha conciência, e só por causa dela eu estou aqui. É responsavel por grande parte das minhas escolhas e decisões. E o que transparece essa fortaleza e poço de segurança superficial que todas as pessoas dizem que vêem em mim.
Meus sentimentos e emoções sempre tiveram em segundo plano, mesmo sempre presentes, são, na maioria da vezes, camuflados pela casca de auto confiança e certeza de mim mesma.
Em alguns casos, é preciso de uma mudança radical pra perceber que sempre existem, pelo menos, dois lados, duas versões, dois motivos. E que não há certo ou errado. Que não cabe a ninguém o julgamento.
Nesse ano que estou fazendo intercambio é como se eu pudesse congelar tudo o que eu deixei no brasil, em cruzeiro, na minha família ou com os meus amigos e tivesse a oportunidade de pensar em cada detalhe. É viver em outro mundo.
Oportunidade de começar do zero. Aprender a falar, a se comportar adequadamente, a observar com mais atenção, escutar primeiro e depois introduzir o meu ponto de vista. E mesmo assim, sabendo que essa é só a minha versão da história e que as outras também devem ser levadas em consideração. Ir pela primeira vez à escola, ver a neve cair, a vida renascer com a primavera, esquentar e chegar o verão e só assim me dar conta de que o tempo passa normalmente no resto do mundo enquanto eu estou aqui.
É absolutamente indescritivel a experiencia que estou vivendo. É o desafio de fazer as pessoas gostarem de mim só pelo que eu sou e , principalmente, pelas minhas ações, já que eu não domíno a língua como um nativo. É viver um dia após o outro e aproveitar ao máximo.
Mergulhei em uma outra cultura, em algum “universo paralelo”. Pra isso, foi preciso “deixar” , ao menos por algum tempo, tudo que um dia conheci e todos os conceitos que um dia pensei que eram normais ou padrões. Descobrir que, para um bom convívio, independente do lugar ou das pessoas, é preciso haver respeito e compreenção. Ví que todos são diferentes pelas culturas, religiões, modos de vida, mas que no fundo não há tantas diferenças assim. Como qualquer ser humano, tenho metas e objetivos a serem alcançados, quero viver de modo intenso e junto das pessoas que eu gosto. Tive que atravessar o mundo pra descobrir algo que sempre esteve na frente dos meus olhos.
Seis meses se passaram, já uma metade. Passou rápido. Viajei, conheci pessoas de diferentes nacionalidades . Algumas em que nunca me espelharei, outras que tomarei como exemplo de modo de agir. Me adaptei a diferentes famílias e conheci o modo de como elas vivem; Por outro lado, foi um período de tempo muito longo pra ficar sem a minha família e amigos, e , por isso, passou devagar. Confesso não ter noção nenhuma e não saber mais o que é tempo. É Chronos contra Kairos. É difícil de explicar.
Apesar de todas as mudanças perceptiveis que aconteceram no meu modo de pensar, eu continuo a mesma que todos conviveram no brasil. A essencia é a mesma.Sei também, que há muito mais a ser vivido e muitas outras fases pela frente.
Foi muito bom receber os Parabéns, presentinhos e pricipalmente cartas, mensagens ou depoimentos por orkut e , claro, comemorar com todos aqui.
Pode parecer clichê e, é, mas “Obrigada por tudo”!
Por quê será que tive que chegar tão longe pra perceber a importância de tudo e de todos no meu país?
Estou simplesmente amando o meu ano aqui na Alemanha, mas já digo que eu mal posso esperar pela hora em que reencontrarei com cada um de vocês.
Até Janeiro, Jade

